segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Diversos

- As pedras que levamos conosco

Nascemos frágeis, pequenos, indefesos e dependentes de nossos pais. 
Enquanto crescemos aceitamos as regras, tropeçamos nas pedras colocadas em nossos caminhos e muitas vezes as ajuntamos e as carregamos conosco como estratégias que desenvolvemos para que possamos sobreviver. Como por exemplo aquela pedra que uma criança recebe do pai colérico que não gosta que ela fale alto ou que tenha opiniões, que dá bronca gratuita quando isso acontece, assim a criança aceita a pedra “faça o possível para não levar bronca do pai”, se tornando alguém que fala baixinho, que não é convincente, insegura. 
Nosso sofrimento como pessoas adultas tem muitas vezes sua origem nessas pedras da infância que recebemos e que carregamos conosco até aqui, seja por costume ou medo. Mas como adultos precisamos reconhecer que essas “pedras” não são necessárias, e refletirmos qual sentido em carregarmos coisas que não nos têm mais qualquer utilidade, que nos fazem mal, nos fragiliza. 
Não nos culpemos, não somos responsáveis por nossa infância e nem pelo que fizeram conosco, muitos pais sequer se dão conta de que o que acontece na infância dos filhos não fica lá, levarão consigo para toda a vida.
(G. Rosenkranz)